Apesar do discurso insistente do governador Antonio Denarium (PP) nos últimos anos de que teria R$ 2 bilhões em “caixa” , a realidade fiscal do Estado conta outra história. Dados oficiais indicam que o governo roraimense acumula mais de R$ 3,1 bilhões em dívidas, sendo R$ 2,3 bi com fornecedores e mais de R$ 800 milhões com o empréstimo feito junto ao Banco do Brasil.
De acordo com o portal Barões da Dívida, com base em dados da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e informações da Secretaria do Tesouro Nacional, o maior passivo atual é com a Eletronorte, somando R$ 2.221.902.238,80. Junto à Petrobras Distribuidora, a dívida ultrapassa R$ 78 milhões.
Além disso, há a dívida do empréstimo contratado pelo Governo Denarium junto ao Banco do Brasil, próximo de R$ 1 bilhão, registrado no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi/Tesouro Nacional) — operação celebrada pelo governo como “investimento”, mas que representa aumento expressivo no endividamento estadual.
A maior porcentagem desse empréstimo foi direcionado à Secretaria de Infraestrutura do Estado, comandada pelo vice-governador Edilson Damião e oficialmente pré-candidato ao Governo de Roraima em 2026.
Dados complementares do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), disponíveis no Portal da Transparência do Governo de Roraima e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR), demonstram aumento da dívida consolidada líquida nos últimos anos, contradizendo publicamente a narrativa oficial de equilíbrio fiscal e caixa robusto.
O discurso repetido pelo governador durante seu mandato — de que o Estado teria R$ 2 bilhões em caixa — colide com os dados oficiais. Na prática, Roraima vive uma escalada de passivos financeiros, comprometendo sua capacidade fiscal e pressionando o orçamento futuro.
Enquanto o governo tenta vender a imagem de eficiência e responsabilidade fiscal, os números registrados em sistemas oficiais revelam um Estado endividado, dependente de financiamentos e com compromissos vultosos que serão pagos pela população roraimense nos próximos anos.
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