O deputado federal por Roraima, Antônio Nicoletti, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (12) para publicar um vídeo em que defende o impeachment do ministro Dias Toffoli. A manifestação ocorreu após a Polícia Federal encontrar menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o parlamentar, o material apreendido pela PF revelaria os “reais interesses” do ministro em centralizar as investigações e o processo sob sua responsabilidade. Para Nicoletti, o país pode estar diante do “maior escândalo da história do Judiciário brasileiro”.
“A Polícia Federal conseguiu quebrar o sigilo do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e encontrou tudo sobre o ministro Dias Toffoli. Conversas, menções a pagamentos, o primo de Vorcaro falando sobre transferências em dinheiro para o ministro. E o próprio Toffoli mencionando pagamentos de forma cifrada. Está tudo no celular periciado pela Polícia Federal”, afirmou Nicoletti.
O deputado também declarou que as decisões de Toffoli no processo não teriam sido tomadas com o objetivo de fazer justiça, mas para uma suposta tentativa de blindagem pessoal.
“Agora você entende por que Toffoli fez de tudo para controlar essa investigação? Por que viajou de jatinho com o advogado do investigado? Por que a família vendeu um resort para o cunhado do dono do banco? Por que ele, como relator, levou todos os processos para suas mãos? Ele não estava fazendo justiça. Estava se protegendo”, declarou.
Ao final do vídeo, Nicoletti afirmou que o pedido de suspeição do ministro, feito pela Polícia Federal, seria insuficiente e defendeu seu afastamento.
“A Polícia Federal pede a suspeição dele, mas eu vou ser direto: suspeição é pouco. Um ministro do STF envolvido em pagamentos com alguém que deveria julgar precisa sofrer impeachment. Esse é o maior escândalo da história do Judiciário brasileiro. A mais alta Corte do país envolvida até o pescoço”, concluiu.
No mesmo dia em que a Polícia Federal teria identificado o conteúdo no celular de Vorcaro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator do processo sobre o Banco Master, Jhonatan de Jesus, restringiu o acesso do Banco Central às informações do caso.
O Banco Central tinha acesso automático aos documentos por ser parte interessada, embora o processo tramite sob sigilo. Com a mudança, o novo status passou a exigir autorização específica para consulta aos documentos, segundo a fonte.