Siga a página Macuxirr no Instagram e compartilhe as notícias! 

Condenado e preso no Mensalão, Valdemar da Costa, presidente do PL, fala sobre campanha de Arthur em Roraima

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa, condenado, preso e com ampla ficha criminal na Justiça Brasileira, apareceu na tarde desta terça-feira, 30, ao lado do ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, confirmando a participação do ex-gestor na campanha de outubro em Roraima.

Conheça o histórico criminal de Valdemar, apoiador ferrenho de Arthur Henrique em Roraima:

1. Condenação no Mensalão

  • Em 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou Valdemar Costa Neto pelos crimes de:
    • corrupção passiva;
    • lavagem de dinheiro.
  • A pena foi fixada em 7 anos e 10 meses de prisão, além de multa superior a R$ 1 milhão.
  • Segundo o STF, ele recebeu recursos do esquema conhecido como “Mensalão” em troca de apoio político ao governo federal da época. 

2. Renúncia ao mandato

  • Em dezembro de 2013, após o trânsito em julgado da condenação, renunciou ao mandato de deputado federal antes da execução definitiva da perda do cargo.
  • Em seguida, apresentou-se para cumprir a pena na Penitenciária da Papuda, em Brasília. 

3. Prisão

  • Cumpriu parte da pena em regime semiaberto.
  • Posteriormente obteve autorização para cumprir o restante em prisão domiciliar.
  • Em 2016, recebeu indulto previsto no decreto presidencial daquele ano, extinguindo a pena remanescente. O indulto não anulou a condenação criminal; extinguiu o cumprimento da pena. 

4. Investigação na Operação Porto Seguro

  • Foi investigado no âmbito da Operação Porto Seguro, que apurava um esquema de fraudes envolvendo pareceres técnicos e órgãos federais.
  • O caso teve repercussão política, embora não tenha resultado em condenação criminal de Valdemar nesse processo. 

5. Condenação por dano ambiental

  • O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão que responsabilizou Valdemar por danos ambientais relacionados à exploração mineral realizada por empresa da qual era proprietário.
  • A decisão determinou:
    • indenização ao Estado de São Paulo;
    • recuperação da área degradada;
    • paralisação das atividades de exploração na área afetada. 

6. Prisão em flagrante em 2024

  • Em fevereiro de 2024, durante operação da Polícia Federal, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo encontrada durante busca e apreensão.
  • A diligência ocorreu no contexto da Operação Tempus Veritatis, que investigava uma suposta organização criminosa relacionada aos acontecimentos posteriores às eleições de 2022.

Jornalista Caíque Silva | Contato: 95-99121-2251 | E-mail: portalmacuxirr@gmail.com